Artigo do diretor: volta às aulas e acolhimento

Neste artigo, o convido à reflexão sobre algo muito importante e que nunca será fabricado: o afeto.

Nas últimas semanas refletimos sobre a introdução de novas tecnologias no ambiente escolar e seus impactos na forma em que elas transformam diretamente o modo de ensinar e aprender. Neste artigo, no entanto, quero convidar pais, professores e demais profissionais da educação a refletirmos sobre algo mais importante e que nunca será fabricado: o afeto.

Na volta às aulas, seja de forma virtual ou presencial – apesar das restrições de toques e respeitando as normas de distanciamento social – este sentimento de afeição é fundamental para um bom início desta relação entre estudantes, seus pais e as escolas.

O afeto, disso ninguém discorda, é um fator essencial no ambiente doméstico e escolar. E uma relação harmoniosa entre estes dois mundos só é construída por meio de muito diálogo entre pais e professores. O bom acolhimento no ambiente escolar, principalmente da educação infantil, no meu entender, não é apenas um dos pilares do estabelecimento da parceria entre família e escola, mas é, acima de tudo, um elemento básico do sucesso do processo de ensino.

Acolher a diversidade das famílias e a singularidade das crianças é a atitude básica da eficiência escolar. As crianças são sujeitos históricos. A sua infância vive em diferentes estruturas familiares. Na escola, todas são misturadas e relacionadas. Por isso, sempre defendo que haja um grande e claro canal de diálogo entre os pais e os educadores. Quanto maior for o envolvimento entre as partes, mais efetivo será o método pedagógico.

Pais que confiam na escola transmitem segurança para o filho. Por isso, durante a conversa com os responsáveis, é importante orientá-los quanto a preparação que precisam realizar em casa com os filhos que irão ingressar na Educação Infantil ou avançar para o primeiro ano do Ensino Fundamental. Os responsáveis pelas crianças devem explicar a elas o que é uma escola, quais as vantagens de frequentá-la, que haverá pessoas lá para cuidar delas e como será legal conhecer novas crianças.

É normal, convenhamos, que este período de volta às aulas traga algum desconforto, principalmente para as crianças menores. E é por isso que a escola deve se dedicar ao máximo para amenizar a ansiedade dos alunos.

Neste momento de retorno às atividades e no decorrer de todo ano letivo, este deve ser um cuidado de acolhimento muito grande. E este se torna mais efetivo e com maiores chances de sucesso quando os pais participam da vida escolar de seus filhos. Porém, infelizmente, cabe ressaltar que trazer familiares para a escola não é uma tarefa fácil. As famílias, em grande parte, restringem suas participações somente por meio das reuniões esporádicas.

Estou convencido de que é importante que o primeiro contato direto entre coordenação e família ocorra antes que as aulas comecem ou o mais cedo possível. No ato da matrícula, algum gestor já pode conversar com os pais ou, ao menos, informar a data da primeira reunião. Nesse primeiro contato, deve-se transmitir segurança, mostrar que toda a equipe é formada por profissionais preparados e que as crianças serão tratadas com responsabilidade e respeito. Além disso, deve-se colocar à disposição para esclarecer dúvidas ou para ser contatada caso seja necessário.

As escolas, defendo sempre, precisam tratar com grande eficácia e constância esta área de relacionamento interpessoal. E os pais devem superar a falta de tempo cotidiano para cuidarem melhor dos seus filhos. Assim, todos ganham em afeto e o acolhimento é mais efetivo.

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