Um grande abraço

Um abraço acolhe e esquenta a alma. Mas, em tempos de pandemia, este belo gesto de amor tem se tornado raro e, porque não, perigoso. Hoje, no entanto, em que se comemora o Dia do Abraço, podemos ao menos nos permitir a este afeto, mesmo que de forma virtual, para renovar nossa coragem para continuarmos, apesar de todas as dificuldades impostas pela pandemia da covid-19.

O Dia do Abraço teria surgido a partir da iniciativa do australiano Juan Mann que criou a campanha Free Hugs Campaign, em 2004, com o simples objetivo de distribuir abraços “gratuitos” pelas ruas de Sydney. Nesta data é normal comemorar dando muitos abraços verdadeiros, quentes e sinceros, mas com as regras de distanciamento social, ficamos limitados à intenção deste gesto afetuoso.

O abraço produz benefícios que nem imaginamos. Ele é capaz de reduzir o estresse e promover a empatia entre as pessoas. Estudos científicos no ramo da fisiologia e da psicologia apontam que abraçar pode até ajudar na cura de doenças como pressão arterial elevada, depressão e ansiedade. E ainda ajuda a melhorar a memória.

Mas, segundo estudos da Universidade de Viena (Áustria), os benefícios somente virão quando abraçarmos alguém que gostamos e confiamos. E mais: o efeito pode ser contrário quando o abraço vier de uma pessoa não tão agradável. De acordo com o autor do estudo da Universidade de Viena, o neurofisiologista Jürgen Sandkühler, quando não gostamos daquela pessoa que nos abraça, nosso corpo libera cortisol, o hormônio do estresse. Nesses casos, interpretamos que está ocorrendo uma violação do nosso espaço pessoal e nos sentimos ameaçados.

Segundo estudos da Universidade da Carolina do Norte (EUA), as mulheres possuem um nível mais baixo de cortisol e, quando abraçam seus companheiros, têm uma baixa na pressão sanguínea. Dessa forma, o organismo feminino é o mais beneficiado com o abraço. Os pesquisadores americanos afirmaram que o apoio do parceiro está associado a níveis mais altos de oxitocina, tanto para homens quanto para mulheres, mas que o efeito potencialmente cardioprotetor da oxitocina pode ser maior para as mulheres.

Há especialistas no assunto que dizem que todos nós precisamos de abraços diários para nossa sobrevivência. E que oito abraços diários seria o mínimo para isso! Uma terapeuta americana, da área da família, afirmou que “nós precisamos de 12 abraços diários para crescermos maduros”.

Na área da educação, o abraço é uma ferramenta pedagógica importante. Ele permite o acolhimento entre os profissionais e destes em relação ao aluno. E o verdadeiro mestre é aquele que abraça também sem usar os braços. Ele recebe os estudantes com afetividade e o conduz ao aprendizado estando sentimentalmente em sintonia.

Não faltam motivos para um abraço, que como vimos, têm que ser verdadeiro para fazer realmente bem. Por isso, nesta nossa conversa semanal, quero convidar a todos os leitores a abraçarem a afetividade, a empatia e o respeito ao próximo. A abraçarem a luta por uma sociedade mais justa e com educação de qualidade para todos. Um abraço!

cartão bruno

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