Artigo do diretor: sobre o Dia Internacional da Mulher

Neste dia 8 de março, o mundo vai presta merecida homenagem às mulheres pelo dia internacional delas. A data, oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas) na década de 1970, já transbordou sua ideia inicial, que era a de reivindicação de igualdade salarial. Hoje, ela é de afirmação dos seus direitos de serem respeitadas, não violentadas e reconhecidas em espaços de poder e de influência.

E, por isso, gostaria de aproveitar este nosso espaço, em que falamos sobre educação, para fazer algumas considerações importantes a respeito da sociedade atual e do movimento de afirmação feminina.

A primeira discussão que proponho é o fato de eu, homem, estar usando este espaço para falar das mulheres. Mesmo que seja uma homenagem, de coração, hoje em dia este ato pode ser considerado até uma expressão de machismo. No dia delas, elas devem falar. A nós, homens, resta reaprender sobre nosso papel nesta discussão. A nós cabe ouvir, aprender e praticar. Isso porque no início da luta das mulheres, era importante que os homens se manifestassem a favor da igualdade. Agora, o chamado lugar de fala é delas.

E acredito que seja justo que assim seja. Não é o homem que deve dar permissão ou explicar o que as mulheres querem. O que temos que fazer é nos levantar, juntos, contra a injustiça que ainda persiste em uma sociedade patriarcal.

E dando voz a elas, busco na ativista, filósofa e escritora Djamila Ribeiro, uma bela definição sobre o que é ser mulher. Para ela, ser mulher perpassa o lugar da afirmação. Para ela, o processo de autodefinição é mais importante, se fazendo seres com todas as multiplicidades, diferenças de bagagens e ricas por terem e representarem diferentes histórias.

A segunda discussão é sobre o processo de formação de uma sociedade mais justa por meio da educação formal. Nos espaços de ensino devem ser quebrados os preconceitos e os jugos ainda comuns no cotidiano das ruas e, não raro, em casa.

Deve ser ensinado, desde a tenra infância, que o lugar da mulher é aonde ela queira estar. Cabe ao sistema de ensino ajudar a quebrar as correntes que ainda ligam o sexo feminino à fragilidade e à instabilidade. Prezo muito para que nas escolas possamos construir um mundo tão melhor que o Dia Internacional das Mulheres passe a ser de celebração, acima de tudo.

A terceira e última discussão que cabe neste espaço é o fato de que ainda é preciso se fazer muito para que o mundo seja um lugar melhor para as mulheres. A violência física, moral e financeira ainda persiste.

Então, vamos aproveitar este Dia Internacional da Mulher para pensarmos juntos – homens e mulheres – sobre o que cada um de nós, como cidadãos, podemos fazer para um mundo mais justo.

cartão bruno
link bruno instagram
link bruno facebook

Envie sua mensagem

Olá, seja bem vindo.
Informe seu nome, telefone e o que deseja para iniciar.

Rematrícula 2021 - Fácil e Digital

Sempre prontos para atender você!

Escreva a sua mensagem. Responderemos o mais rápido possível.

Ligar
Rota