Artigo do diretor: “O novo normal na educação”

Bruno Souza fala sobre as mudanças na educação, especialmente em decorrência da pandemia. O artigo está na edição da Folha da Região dessa sexta-feira, dia 17/7. Confira também aqui!

Bruno Souza é diretor geral do
Colégio Judá Araçatuba.

Como o mundo, a educação também está se transformando. Há vários anos vem se discutindo sobre mudanças no modelo educacional. O giz e a lousa, há bastante tempo passaram a ser questionados pelos estudantes, e a partir de 2007 iniciava-se nos Estados Unidos a didática da sala de aula invertida, onde o aluno protagoniza seu conhecimento. Com o avanço da tecnologia, foi se ampliando também o acesso à informação e com isso, o papel do professor não poderia mais se limitar a transmissão de informação, sendo ele o detentor de todo o conhecimento e sim mediador, ajudando os alunos do século XXI a transformarem informações em aprendizagem, formando as suas próprias opiniões.
A partir de 2017, a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), passou a reforçar que a tecnologia na educação deixaria de ser opcional e sim essencial para a garantia de uma educação de qualidade. Na teoria, começou-se a discutir o ensino híbrido, que mescla os ensinos on-line e off-line, ou seja, as aulas presenciais já não eram mais suficientes, havendo a necessidade por parte das escolas de oferecerem ferramentas de apoio também on-line, como complementação dos estudos, pois o mundo virtual foi ganhando cada vez mais espaço no cotidiano das crianças e jovens. Algumas pesquisas mostram que as escolas que se atentaram a essa tendência mais rapidamente conseguiram melhores resultados.
Sobre a sala de aula invertida, alunos de Harvard que estavam inscritos em classes com essa metodologia tiveram um ganho de 79% na aprendizagem. Em uma escola municipal do Rio de Janeiro, um professor que utilizou o mesmo método reduziu em 50% a taxa de reprovação de seus alunos. Já sobre o ensino híbrido, um projeto desenvolvido em Miami (EUA) mostra que o número de pessoas que concluíram o ensino médio após a adoção do ensino híbrido aumentou em 26% e segundo um outro estudo realizado na América Latina (W-pensar), 17% dos alunos que tiveram aprendizagem híbrida melhoraram suas notas.
Atualmente, com o “novo normal” que temos enfrentado devido à pandemia, as escolas e alunos que estão tendo menores dificuldades de lidar com o novo formato com aulas remotas digitais, são os que já estavam mais habituados com os mecanismos e ferramentas educacionais on-line. Apesar de saber que a presença do professor e o ensino presencial são essenciais, ambos precisam agora da escola digital, pois cada dia mais, as ferramentas virtuais fazem parte de nossas vidas.

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