Entrevista à Folha da Região

Entrevista do diretor Bruno Souza, publicada no dia 3 de novembro, aborda questões importantes sobre os padrões de educação. Confira.

Por Julia Smanioto – Folha da Região3 de novembro de 2020 10:00 em EntrevistaSlide

O empresário do ramo de educação de Araçatuba, Bruno Raphael de Souza acredita que a pandemia acelerou o processo de digitalização da educação. Em entrevista à Folha da Região, ele afirmou que o ensino hoje rompeu as barreiras físicas e que já não cabe mais em entre quatro paredes. “O mundo agora é outro e todos devemos estar preparados. As crianças hoje já chegam familiarizadas com a internet, tablets e celulares. Nós temos que ter a humildade de nos reinventar e evoluir”, comentou.

Bruno é dono da escola Judá, que no ano passado ganhou uma competição nacional de robótica promovido pela multinacional Lego. De acordo com ele, feitos assim mostram que Araçatuba está acompanhando bem a evolução da educação. “Vejo que as escolas públicas e as privadas estão atentas a esta realidade, que não é mais uma tendência. Só que cada um tem a sua velocidade. O que devemos é trabalhar em sociedade contra a exclusão digital”, afirmou

Leia a entrevista:

O isolamento social provocado pela pandemia de covid-19 acelerou o uso da internet para o comércio e para a educação. Como o senhor avalia este momento?

Estamos passando por um momento especial na história do nosso planeta. Parafraseando o astronauta americano Neil Armstrong, que foi o primeiro homem a pisar na lua, está sendo ‘um grande passo para a humanidade’.

Hoje a educação não cabe mais em uma sala de aula. O mundo agora é outro e todos devemos estar preparados. As crianças hoje já chegam familiarizadas com a internet, tablets e celulares. Nós temos que ter a humildade de nos reinventar e evoluir.

Vejo, no cotidiano de nossa atividade, que a cada dia uma novidade bate à porta e temos que estar de alma pronta para ela. Um aluno hoje tem apostilas com QR Code que abre uma aula online pré-gravada de reforço daquele conteúdo. E ele também pode ir a outras fontes, do youtube a site especializados para ampliar seus conhecimentos. As escolas tem que se tornar, acima de tudo, tutoras e organizadoras de conteúdo.

E qual o maior desafio das autoridades de ensino neste momento?

A inclusão digital em nosso país é uma coisa urgente. Ela pode ser a nova e grande fonte de discriminação, inclusive. Vejamos um dado interessante.

Apesar do aumento nos últimos anos na proporção da população brasileira que usa a internet, que representa 134 milhões de pessoas, cerca de 47 milhões delas seguem desconectadas. Estes dados fazem parte da pesquisa TIC Domicílios 2019, lançada em maior deste ano pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil.

O senhor acredita que este problema pode ser agravado por um possível fosso entre as escolas públicas e privadas?

É uma preocupação que tem que ser de toda a comunidade, dos profissionais da educação, dos governos principalmente e dos pais acima de tudo. Vejo que as escolas públicas e as privadas estão atentas a esta realidade, que não é mais uma tendência. Só que cada um tem a sua velocidade. O que devemos é trabalhar em sociedade contra a exclusão digital.

Estamos em momento de eleições, por exemplo. Quero ouvir, como cidadão, os que os candidatos têm a dizer a sério sobre esta questão. Muitas vezes ouvimos eles falarem que é a favor da educação, mas precisamos saber o que, como e com qual recurso.

Como os pais podem ajudar os filhos neste momento de transição da educação para este modelo digital?

Os pais são os grande tutores das crianças. Não existe educação sem eles. Em todos os tempos, seja no analógico, seja no digital. Mas especificamente sobre este momento, que eles sejam muito presentes e também se atualizem.

Os pais têm que conhecer os aplicativos usados nas escolas, precisam também voltar a estudar e a buscar informações, mesmo que seja no youtube, de com fazer pesquisas sérias sobre os temas abordados.
Importante que eles estejam em contato com a escola, presencialmente, por vídeochamadas ou troca de mensagens, para saber sobre o planejamento pedagógico e ajudar nesta caminhada.

E quando for escolher uma escola, seja pública ou privada, que pesquise antes sobre a capacidade da unidade preparar seus filhos para o mundo que se avizinha, quando o conhecimento será muito mais importante que a força braçal.

E as escolas estão preparadas para esta nova realidade?

Elas têm que, em primeiro lugar, entender que não existe mais uma zona de conforto. Não há mais espaço para se criar uma estrutura e se manter nela por longo período.

A escola só estará preparada se e quando ela estiver com a cabeça aberta para ouvir as crianças e os jovens. E todos os dias ao abrir as portas se perguntar: “o que posso aprender hoje?”

cartão bruno

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