Artigo do diretor: educação e trabalho

Neste feriado do Dia do Trabalho, quero trazer para nossa reflexão semanal a discussão da relação do mundo laboral com a educação. Como temos destacado nos últimos artigos, o ensino deve ser para a vida, tanto profissional quanto social. Ao mesmo tempo em que os jovens estudantes devem ser preparados para um vestibular ou ocupar um cargo em uma empresa, ele também deve aprender que sua atividade e suas atitudes cotidianas têm impacto direto no seu entorno. E as duas pontas estão ligadas no desenvolvimento das habilidades cognitivas e de trabalho em grupo, que são fundamentais para o seu sucesso.

A professora do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas à Educação, da Universidade Estadual de Campinas, Liliana Rolfsen Petrilli Segnini, tem uma pesquisa científica que traz pontos importantes para a nossa discussão. Ela, que é autora do livro “Mulheres no Trabalho Bancário”, explica que a estrutura do mercado de trabalho tem passado por mudanças significativas, onde as altas taxas de desemprego são acompanhadas da crescente insegurança e precariedade das novas formas de ocupação. A flexibilização da força de trabalho (contratos de tempo parcial, subcontratação, terceirização, etc.) ocorre, segundo ela, paralelamente ao “processo que articula o discurso por maiores níveis de escolaridade para os trabalhadores que permanecem empregados e ocupam postos de trabalho considerados essenciais para os processos produtivos nos quais se inserem”.

Nesse sentido, enfatiza Liliana Segnini, a educação e a formação profissional aparecem hoje como questões centrais, pois a elas são conferidas funções essencialmente instrumentais, ou seja, capazes de possibilitar a competitividade e intensificar a concorrência, adaptar trabalhadores às mudanças técnicas e minimizar os efeitos do desemprego.

Por isso, defendemos a rede de ensino, particular e especialmente a pública, devem concentrar seus esforços na melhoria da educação oferecida, estando em consonância com as novas realidades do século que se inicia. Já falamos aqui da importância de as salas de aulas estarem equipadas com as tecnologias que fazem parte do cotidiano das crianças e dos adolescentes, e que estarão também na lista de habilidades básicas na hora de empreender ou buscar uma vaga no mercado de trabalho.

Neste Dia do Trabalho, creio que devemos refletir em como estamos educando as futuras gerações para uma realidade em que o conhecimento – além do básico e formal – é cada vez mais a chave para abrir ou fechar portas para um futuro promissor.

E para aproveitar a data, gostaria ainda de enviar uma saudação especial para todos os trabalhadores da educação do nosso país, que têm bravamente trabalhado para a construção de uma sociedade mais justa.

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