Artigo do diretor: É hora de voltar pra escola

Nas próximas semanas, as atividades serão retomadas nas escolas públicas e privadas. Gostaria de aproveitar esta nossa conversa semanal para externar o quanto estou otimista com o retorno de nossas crianças e nossos adolescentes às salas de aula! A vida novamente passando pelos corredores, com o barulho desde o início da manhã, e a arte dos encontros.

Este meu otimismo vem do fato de que, no último dia 12, segunda-feira, o secretário de Educação do Estado, Rossieli Soarester afirmou que o Estado deve decidir até o mês de agosto quando será obrigatória a volta às aulas nas escolas. De acordo com o secretário, é importante acelerar a volta definitiva às aulas presenciais para minimizar os prejuízos educacionais impostos pela pandemia de Covid-19.

Este avanço está sendo possível porque São Paulo já ultrapassou a marca de 62% de adultos vacinados com a primeira dose e de 20% com esquema vacinal completo. Mais de 29,5 milhões de doses já foram aplicadas nos 645 municípios.

Temos que comemorar o fato de a letalidade dos pacientes hospitalizados pela Covid-19 ter caído 46% no Estado de São Paulo em junho, em comparação com o mês de março, auge da segunda onda da pandemia no território. O dado é similar à redução de internações, que foi de 44% no mesmo período.

O governado divulgou que junho registrou a taxa de letalidade mais baixa do ano entre os hospitalizados: 19%, com 7.004 pacientes que faleceram mesmo recebendo assistência devido à gravidade clínica. Este número é três vezes menor que o registrado em março, quando a taxa foi a mais alta do semestre – de 35%, equivalente a 23.427 mortes entre os internados.

Os declínios nestas estatísticas são resultado do reforço dos protocolos sanitários por meio da Fase Emergencial do Plano São Paulo, aliado aos altos índices de cobertura vacinal alcançada pelo PEI (Plano Estadual de Imunização) contra Covid-19, principalmente entre os idosos acima dos 70 anos, que já possuem esquema vacinal completo, ou seja, receberam a primeira e a segunda dose das vacinas.

Foram momentos difíceis para todos nós. Aqui mesmo neste espaço semanal discutimos os efeitos nocivos deste período todo de encastelamento, com o aumento, por exemplo, do número de suicídios entre os jovens. Também já comentamos o quanto a depressão avançou entre as crianças, que necessitam, para uma vida saudável, do convívio escolar. Os estudos no ramo da pedagogia mostram claramente o quanto é necessário este processo de socialização na fase de formação do cidadão.

Como bem disse o secretário Rossieli, a educação é um direito da criança e um dever nosso, dos pais, profissionais da área e do Estado. Estamos bem perto de iniciar o processo de retorno dos estudantes, o que deve ser comemorado. Porém, é necessário ressaltar que esta transição não significa abolir as recomendações sanitárias, pelo contrário, ainda é necessário manter o distanciamento, o uso de álcool em gel e máscaras.

Será um avanço seguro, mas extremamente necessário, principalmente para o bem das novas gerações.

cartão bruno

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