Artigo do diretor: Pais do século XX, escola do século IX e alunos do século XXI.

Quando pensamos na juventude de hoje em dia, o que vem à nossa mente? Dancinhas no Instagram, Tik Tok, jogos, sites e vídeos da moda, músicas como funk, pancadão, etc… São robbies comuns da garotada desta geração. Para nós, adultos do século XX, é um tanto difícil de compreender certos comportamentos dessa garotada e fica sempre a indignação “por que meu filho questiona tanto? Qual o motivo de tantas reclamações e insatisfação? Na minha época era tudo diferente, eu tinha menos e era mais feliz! O que meu pai falava era lei. Não tinha tantos argumentos e ‘ai’ de mim se contrariasse meu pai!”

Na verdade, não podemos negar o fato de estarmos diante de uma geração diferente, que tem acesso muito rápido às informações. Caro leitor, no artigo anterior trouxe dados curiosos sobre o tempo que alguns lançamentos desde o século XIX levaram para atingir a marca de 500 milhões de usuários. Entre eles está o avião, que levou cerca de 62 anos para atingir esse número. Há pouco tempo, o ‘Pokémon GO’ levou apenas 19 dias para alcançar os mesmos 500 milhões de usuários! Por aí a gente tira uma conclusão que não tem como comparar a informação da nossa época de criança e adolescente com a de hoje. Nós, como pais, precisamos monitorar nossos filhos e acompanhá-los de perto, mas cientes de que os costumes, as informações e a velocidade das coisas mudaram.

Outro ponto que quero refletir com vocês hoje é: precisamos considerar e avaliar a escola que escolhemos para os nossos filhos. A escola pode ser uma importante aliada no processo de crescimento deles, porém, alguns questionamentos precisamos fazer. Os princípios desta instituição condiz com os meus? Tenho liberdade de conversar com a escola sempre que eu precisar? A escola preza pela humanidade e oferece suporte para questões socioemocionais? Ao mesmo tempo, qual a metodologia de ensino? A escola tenta transmitir os conteúdos de forma a atingir a linguagem das novas gerações? Quais recursos são oferecidos ao meu filho, além do lápis, caderno e apostilas? Meu filho terá prazer em frequentar? Os materiais e professores trazem informações recentes acerca do que está acontecendo no Brasil e no mundo, de modo a fazer meu filho ser protagonista e pensante? Essas são algumas perguntas que oriento aos pais a fazerem, pois, não é incomum nos dias atuais vermos escolas com metodologias do século XIX, materiais didáticos de renome, porém arcaicos em suas metodologias, com pouca ou nenhuma inovação ou atualização de conteúdo.

Minha intenção neste artigo não é vender uma ideia de um colégio perfeito, sem conflito, claro que não, pois compreendo que toda instituição pode falhar, mas quero instigar aos pais a pensarem, o que essa escola faz para aprimorar constantemente seu método de ensino? Afinal, o mundo muda, as coisas evoluem na velocidade da luz e nós, enquanto sociedade, precisamos buscar as vertentes positivas dessas mudanças para, afinal, o primeiro passo é tentar compreender essa geração, e somente assim, poderemos ser agentes de transformação, capacitados a potencializar tantas habilidades que nossos jovens possuem, em ações de crescimento individual e coletivo.

Pra você, que está lendo esse artigo e pensando, será? Vamos analisar o seguinte: imagine nós, pais do século XX, colocando um(a) filho(a) dessa geração do século XXI pra estudar em um colégio com costumes do século XIX, será que essa conta fecha?

Para alcançarmos esses jovens, precisamos primeiro mudar nossa mente e assim conseguiremos estabelecer ou romper os limites que a vida exige. E já é cientificamente comprovado que a humanidade precisa de limites para saber lidar com tanta velocidade das coisas!

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