Artigo do diretor: Incomum

Ao longo de aproximadamente 14 anos na educação, penso que todo educador tem a convicção que é um ser incomum. Antes de vir aqui escrever esse artigo, fui pesquisar a fundo o significado real da palavra incomum, e caros leitores, pasmem com o que lerão agora.

Fui procurar no Google as palavras semelhantes a essa e encontrei que é o mesmo que anormal, atípico, especial, excêntrico, esquisito, exótico, singular, excepcional, estranho, etc.

Ao ler essas palavras, aí realmente tive a certeza: somos incomuns. Mas, antes que o caro leitor comece a ficar bravo comigo, vou tentar sintetizar o motivo da minha afirmação.

Começo falando sobre o número de anos que cada produto que citarei levou para atingir cinquenta milhões de usuários, o avião, 64 anos; o automóvel, 62 anos; o telefone, 50 anos; a eletricidade, 46 anos; o cartão de crédito, 28 anos; a televisão, 22 anos; o caixa eletrônico, 18 anos; o computador, 14 anos; o celular, 12 anos; a internet, 7 anos; o Facebook, 4 anos; o wechat, 1 ano e o Pokemon Go: 19 dias.

O primeiro item, o avião, em tese o primeiro voo motorizado da história aconteceu no dia 17 de dezembro de 1903, na cidade de KittyHawk. E o último item, o pokemon Go, em abril de 2014, atingiu sua marcado de cinquentão milhões de usuários em apenas 19 dias.

Talvez o leitor esteja se perguntando: mas o que isso tem a ver com a educação? Minha análise é a de que a informação mudou, as tecnologias se transformaram, a velocidade das coisas são outra, as crianças e jovens também são outros, bem diferentes dos jovens de 20, 30, 40 anos atrás.

 E não digo no ponto de vista do conservadorismo, pois, sou adepto de princípios e bons costumes, mas me refiro exclusivamente às questões do aprendizado.

Com todas as transformações que vivemos é impossível atingirmos a geração deste século com metodologias do Século XX.

Certa vez estive em um curso, há cerca de cinco anos, e o palestrante já dizia que o mundo atual não tinha mais lugar para o “professauro”, que seria o professor dinoussauro. Ele se referia aos mestres que resistem as mudanças em sua condução de aula e até mesmo na forma de tratar os estudantes.

Em outras palavras, o professor precisa ser fora do comum, precisa inovar, criar formas de alcançar os alunos, e sem dúvida, os recursos que temos hoje disponíveis precisam ser utilizados como ferramentas aliadas ao ensino e aprendizagem de nossos estudantes.

E, além disso, o aluno cada vez mais, precisa assumir seu papel de protagonista, e o professor deixar de ser o centro e o único detentor do saber e passa a ser mediador desse aprendizado que se torna cada vez mais desafiador.

O professor desse século precisa ser motivador, levar uma linguagem que gere engajamento e encorajamento aos alunos. E mais do que isso, que façam nossos meninos e meninas voltarem a sonhar!

O estudante precisa ser cobrado sim pelo seu professor, entretanto, também reconhecido e valorizado naquilo que acertam. O papel do professor incomum é entender que o seu desafio é grande, mas vale à pena lutar por uma educação que seja transformadora.

cartão bruno

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