Artigo do diretor: Foco triplo na educação

Acredito que o papel da educação é muito além do derramar de conteúdos e matérias sobre estudantes. A escola e os educadores precisam pensar nos seus alunos enquanto seres humanos, repletos de sentimentos. Penso que o educador é aquele que vai mediar e nortear as crianças e jovens na busca das respostas para os seus porquês.

Daniel Goleman e Peter Senge, em seu livro “O Foco triplo”, consideram cinco pilares que devem ser considerados no indivíduo, sendo eles a autoconsciência, que é saber como se sente e porquê, a autogestão, onde o indivíduo identifica e gere o que faz perante os sentimentos como a empatia, que é saber se colocar no lugar dos outros e compreender seu ponto de vista, a habilidade social, que é saber manter a harmonia em seus relacionamentos e por fim, a tomada de decisão, procurando ser assertivo e tentar fazer a melhor escolha.

É sabido que nem sempre é possível decidirmos pelo melhor, entretanto, uma das formas de nos moldar é também através das frustrações e dos “nãos” da vida. Algumas aulas e projetos podem ser desenvolvidos pela escola, como por exemplo, aulas voltadas às emoções; ou mesmo um tempo especial separado pelo professor para conversar com os alunos sobre como eles se sentem. Resumindo, segundo Goleman e Senge, precisamos nortear os alunos a conhecer o seu próprio eu, o outro e os sistemas mais amplos dos quais somos parte. Acredito na escola que forma e ajuda seus estudantes no processo de transformação, pois, nunca podemos nos esquecer que no futuro breve, eles precisarão estar aptos para enfrentar os desafios da vida. Roger Weissberg desenvolveu o currículo de desenvolvimento social. Esse foi um dos programas pioneiros que geraram o movimento global “A aprendizagem Social e Emocional” (ASE).

Após uma pesquisa contando com 270 mil alunos participantes do programa em todo o planeta, a ASE constatou que o comportamento em sala de aula e a apreciação pela escola tiveram uma melhora de 10% em relação a antes do programa implantado, enquantp comportamentos inadequados na sala de aula, como bullying e violência diminuíram cerca de 10%. E o mais interessante: as notas nos testes de desempenho acadêmico subiram 11%.

Entretanto, preciso ressaltar que nenhum programa escolar obtém êxito sem o envolvimento das famílias, que possuem maior autoridade na vida das crianças. A escola e a família precisam estar em sintonia e cabe aos pais sempre que necessário, dialogar com seus filhos sobre atitudes e comportamentos inapropriados. Acredito que partindo desse princípio, teremos escolas cada vez mais efetivas nos seus resultados. É claro que os sistemas escolares são muito mais amplos, mas talvez esse seja o princípio de tudo.

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