Artigo do diretor: Escola como ambiente de cura

Neste ano que se inicia, renovam-se as esperanças por dias melhores.

Em relação à educação, de forma específica, há uma expectativa de que os protocolos de saúde e, principalmente a vacinação, abram o caminho para a volta das aulas presenciais. Elas são importantes, não só para a garantia da qualidade do ensino, como também para a saúde mental de nossos jovens.

Nesta retomada, creio que os profissionais da educação, mais do que nunca, devam estar preparados para acolher os jovens e crianças nas salas de aula. Mais do que receber o conteúdo, as crianças e os adolescentes precisam de afeto e empatia. A escola precisa ser, também, um ambiente que traz cura.

Digo isso por causa do aumento de casos de depressão em jovens e crianças nos últimos anos, que tem sido pauta de estudos nacionais e internacionais. Em tempos de pandemia mundial, as consequências da reclusão parecem ter aumentado ainda mais os quadros relacionados à saúde mental nessa faixa etária.

Segundo dados fornecidos pelo Google, houve alta de 98% nas buscas sobre angústia, ansiedade e depressão em 2020, ante a média verificada nos 10 anos anteriores.

Outra pesquisa desenvolvida no Brasil pela Fundação Lemman em parceria com o Itaú Social, aponta mais um dado alarmante: 77% dos estudantes relatavam sentimento de tristeza, ansiedade, ou sobrecarga emocional. Em época de Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, é ainda mais importante debater o assunto.

A falta de motivação, que em maio atingia 46%, chegou a 51% em julho. Os que enfrentam dificuldades para manter a rotina saltaram de 58% para 67%. O percentual dos que estão tristes começou a ser medido em junho, quando chegou a 36%, e passou para 41% em julho. No mesmo período, o de irritados foi de 45% para 48%. Somam 74% os que se sentem tristes, ansiosos ou irritados.

Com a impossibilidade de desfrutar da socialização escolar, de comparecer a festas, atividades de lazer e praticar exercícios em grupo — questões que geralmente fazem parte da rotina do jovem — o adolescente tem maiores tendências a desenvolver problemas de saúde mental.

Muitas vezes os familiares têm dificuldade em comprovar o quadro depressivo dos filhos. Isso porque jovens e adolescentes costumam ter dificuldade na hora de se expressar. Mas, apesar de o diagnóstico efetivo necessitar de um acompanhamento multidisciplinar com profissionais da saúde, alguns sinais podem ajudar os pais a identificar os problemas para encaminhar ao tratamento adequado.

A escola sempre foi um dos principais instrumentos de socialização dos jovens, e este papel se aflora ainda mais neste momento da história.

É claro que não podemos nos esquecer que por trás de cada professor e profissional da educação há também seres humanos que precisam de atenção por parte de seus gestores e dos pais de alunos, e também dos próprios alunos. A escola deve ser um ambiente que gera cura. 

cartão bruno

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