Artigo do diretor: Educação, informação e conhecimento

As escolas têm enfrentado, na última década em específico, um grande desafio, que é se adaptar ao mundo tecnológico sem perder sua essência de curadora do conhecimento. Como se diz no jargão popular, diretores e professores estão tendo que “trocar a roda com o carro andando”. 

A questão de fundo, no entanto, é conseguir definir o que é educação, informação e conhecimento. Hoje em dia é comum as pessoas afirmarem que estamos vivendo a “Era do conhecimento”. Se for pela importância dada hoje ao conhecimento, em todos os setores, pode-se dizer que se vive mesmo este novo momento da história. A informatização e o processo de globalização das telecomunicações abriram e encurtaram fronteiras. Por este prisma, pode ser que, de fato, já se tenha ingressado na era do conhecimento, mesmo admitindo que grandes massas da população estejam excluídas dele.  

Mas, se olharmos com cuidado para o cenário atual, podemos constatar que estamos tentados a confundir a grande difusão de informações à formação de conhecimentos. As novas tecnologias estocam o conhecimento, de forma prática e acessível, em gigantescos volumes de informações, que são armazenadas inteligentemente, permitindo a pesquisa e o acesso de maneira muito simples, amigável e flexível.  

É o que já acontece com a Internet: para ser “usuário” e ter acesso a mais informações, em uma hora, que os grandes sábios tinham em eras passadas. “Usuário” não significa aqui apenas receptor de informações, mas também emissor de informações. Pela Internet, a partir de qualquer sala de aula do planeta, pode-se acessar inúmeras bibliotecas em muitas partes do mundo. As novas tecnologias permitem acessar conhecimentos transmitidos não apenas por palavras, mas também por imagens, sons, fotos, vídeos (hipermídia), etc.  

As novas tecnologias criaram novos espaços do conhecimento. Agora, além da escola, também a empresa, o espaço domiciliar e o espaço social tornaram-se educativos. Cada dia mais pessoas estudam em casa, pois podem, de casa, acessar o ciberespaço da formação e da aprendizagem a distância, buscar “fora” – a informação disponível nas redes de computadores interligados – serviços que respondem às suas demandas de conhecimento. 

O que me preocupa é que estamos confundindo as coisas. Ter acesso e adquirir muita informação não significa construir conhecimento, ainda sem colocar em pauta os perigos das falsas informações que bombardeiam as redes, as chamadas fakenews. Conhecer é o ato de entender, compreender, refletir e apreender algo por meio da experiência ou do raciocínio.  

E é ai que as escolas continuam extremamente relevantes. Elas conseguem ser organizadoras, transmissoras, construtoras de pontes lógicos e teóricas e estimular a construção deste conhecimento de forma sistemática, organizada e compatível com cada ciclo de idade dos estudantes. 

A internet, com seus sites, aplicativos e diversidade são importantes, sim, mas serão mais eficientes na formação dos estudantes se forem consumidos com uma curadoria que apenas um bom planejamento pedagógico.  

cartão bruno

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