Artigo do diretor: Educação inclusiva

Em algumas oportunidades, neste espaço, discutimos o papel da educação como instrumento de transformação social. Defendemos que as salas de aula sejam transformadores na edificação de uma sociedade mais justa, igualitária, e acima de tudo, respeitosa. A falta de empatia é, sem dúvida, uma das causas primordiais da violência urbana gratuita e brutal.

Nas palestras foram discutidos os desafios para a inclusão e o respeito às diferenças. No painel Educação para a diversidade na prática, pesquisadores mostraram o quanto ainda é necessário a escola avançar para que seja um espaço de equidade, respeitando as diferenças.

Este tema, de tão relevância, foi abordado nesta semana durante um grande evento sobre educação realizado no Transamérica Expo Center, na capital paulista. Este é, inclusive, o maior congresso da América Latina sobre o assunto.

A cultura, enfatizaram eles, que pede para escola trabalhar na homogeneidade e na padronização impede a escola de ser um espaço de equidade. É na equidade que eu reconheço as diferenças. Os pesquisados defendem que a sociedade precisa fazer esse deslocamento de padronização para uma cultura das diferenças e da equidade.


Foi abordado, ainda, que as famílias também precisam entender as diferenças, com práticas contrárias ao racismo e ao machismo, além de práticas contrárias ao capacitismo, que é a discriminação e o preconceito social contra pessoas com alguma deficiência.


Para os educadores, três aspectos ainda estão frágeis na construção da escola inclusiva para todos os gêneros, as raças, as deficiências e as identidades. O primeiro é a formação do professor. Mas, uma formação no campo da didática, para ensinar em escolas nas quais os estudantes são diferentes e as diferenças são a potência da escola. O segundo ponto é preparar as escolas de ponto de vista da infraestrutura pedagógica. Faltam materiais didáticos, faltam ainda recursos para que os professores possam fazer esse trabalho.


O terceiro campo é pensar como é possível reorganizar esses espaços educativos para que eles valorizem a diversidade, valorizem as diferenças de modo que as crianças se sintam bem, porque ninguém consegue aprender numa escola que nega a sua identidade.


Não há dúvidas, creio, de que ainda é preciso fazer muito mais do que já é feito hoje. Além de preparar os professores e criar espaços, acrescento ainda a necessidade de se dar voz a todos para que o diálogo seja edificado e normalizado como ferramenta eficaz de construção de caminhos de entendimento.


Em eventos como estes, ou em debates públicos como estabelecemos em artigos como estes, é possível já criar um ambiente favorável às mudanças necessárias. O importante é caminharmos para frente, e juntos!

cartão bruno

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