Artigo do diretor: Educação e inclusão total

Neste sábado, dia 24 de abril, é comemorado o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais. Uma data criada por lei, em 2002, para celebrar a conquista da comunidade surda ao ver a Libras reconhecida como língua oficial no Brasil.

Esta é uma excelente oportunidade para discutirmos a importância da inclusão no âmbito escolar. Defendemos que nossas instituições de ensino, privadas e públicas, sejam ambientes de acolhimento de todos os cidadãos. É preciso que todos os brasileiros, e estrangeiros residentes em nosso país, tenham acesso a uma educação formal de qualidade. E quando falamos em todos, são todos mesmo, com especial destaque, nesta ocasião, aos que precisam de um atendimento pedagógico diferenciado, devido a alguma limitação, como a surdez.

Uma pesquisa realizada pelo Censo IBGE em 2010 apontou que os brasileiros com deficiência auditiva somavam mais de 9,7 milhões de pessoas naquela época. São mais de 5% da população do nosso país. Porém,  não é difícil para nossos leitores intuírem que esta enorme comunidade surda ainda enfrenta muitas barreiras no que diz respeito a comunicação nas unidades escolares, em todos os níveis.

O Brasil ainda tem dificuldades para fazer valer sua própria legislação. A Lei 13.146, de 2015, traz, em seu artigo 27, que “a educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis de aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.”

Me permitam, leitores, destacar o parágrafo único da referida lei, que diz que “é dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação.”

E fica a reflexão se estamos fazendo valer o direito de nossos estudantes. Creio que não. E uma vez jogada luz sobre a questão, agora temos que nos debruçar sobre as possíveis soluções.

Defendemos que as direções das escolas públicas e privadas ensinem a linguagem dos sinais para funcionários e professores, mesmo que a instituição não tenha uma demanda de estudantes surdos. E que este conhecimento seja compartilhado com os demais alunos, para que eles sejam capazes de interagir na sociedade e na sala de aula, sempre que for preciso usar a Libras como meio de compartilhamento de ideias e conhecimentos

Também seria um bom caminho se os pais, os conselhos municipais de educação e até os vereadores das cidades exigissem que as escolas façam valer a lei. Não é preciso criar um clima de punição, mas a sensibilização e a orientação se fazem necessárias para que possamos ser um país realmente de todos.

Neste espaço temos defendido a educação como o centro das grandes transformações que nossa sociedade precisa para ser cada vez melhor. E neste processo, a inclusão deve ser necessariamente percorrida.

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