Artigo do diretor: “Educação, planejamento e união”

Tudo na vida depende de um bom planejamento para ter chance mínima de sucesso. E na educação não é diferente.

Há semanas estamos discutindo, neste espaço, o presente e o futuro desta atividade. A introdução da internet deixou de ser tendência para ser o básico. A linguagem com as novas gerações mudou e hoje o professor tem que ter um papel de orientador. As escolas, como espaços físicos, precisam estar plenamente adaptados para estimular o conhecimento e oferecer segurança às crianças e aos adolescentes.

E tudo isso demanda horas, dias e meses de planejamento. Os gestores, tanto na esfera pública quanto na privada, precisam se dedicar a pensar, planilhar, discutir e repensar sempre para apresentar um serviço mínimo. Como um apaixonado otimista, creio que temos avançado de forma positiva nos últimos anos.

Porém, se temos avanços, alguns pontos ainda precisam de ajustes. Falo especificamente do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que é o principal medidor da qualidade da educação nos estados. Calculado a cada dois anos com base nas taxas de repetência, além do desempenho dos alunos em provas de matemática e português promovidas pelo Inep, órgão do Ministério da Educação, este índice também atribui metas a cada unidade da federação.

Em especial, o indicador do ensino médio é o mais importante porque apresenta o efeito consolidado das etapas anteriores. E os dados mais recentes trazem alguns indicativos de que nem sempre o aumento nos gastos com educação produzem os resultados desejados. E aí podemos ver que precisamos de melhorias urgentes. Isso porque a meta nacional do ensino médio para 2019 era de 5 pontos em uma escala de 0 a 10, mas o resultado ficou muito abaixo, em 4,2.

A rede estadual de educação de São Paulo avançou na qualidade do ensino médio entre 2017 e 2019 e manteve a quinta posição no ranking no Ideb, principal instrumento de avaliação da área.

O avanço de 0,5 ponto no Ideb de São Paulo para essa etapa foi importante, já que, na avaliação anterior, a nota havia caído de 3,9 para 3,8. No entanto, o Paraná, que ocupou o lugar da rede estadual paulista, deu um salto de 0,7 ponto —o maior entre todos os estados. São Paulo conseguiu avançar nos três indicadores do ensino médio que compõem o Ideb. Houve melhora no desempenho dos estudantes nas duas disciplinas avaliadas. A média de matemática passou de 263,13 para 273,45. Em língua portuguesa, foi de 265,94 para 279,12. É uma reação, mas é pouco.

Eu gostaria de ver o Estado, e também o município, abrindo maiores canais de diálogo para que a Educação fosse mais bem debatida. Faria bem à rede privada e à pública, que Araçatuba tivesse, por exemplo, um calendário de ações coordenadas. Falo em mesas de discussão, debates entre os gestores e painéis para troca de experiências que abririam as portas para parcerias.

As escolas da rede municipal de Araçatuba superaram a média nacional e a estadual do Ideb, obtendo nota 6,9. E sei que a Secretaria Municipal de Educação muito poderia colaborar com sua expertise com a rede privada, que também poderia contribuir com sua experiência e capacidade de investimento.

Creio que juntos podemos planejar melhor e obter melhores resultados.

Envie sua mensagem

Olá, seja bem vindo.
Informe seu nome, telefone e o que deseja para iniciar.

Rematrícula 2021 - Fácil e Digital

Sempre prontos para atender você!

Escreva a sua mensagem. Responderemos o mais rápido possível.

Ligar
Rota