Artigo do diretor: Aprender a pensar

“Penso, logo existo”. A frase do filósofo René Descartes é uma excelente síntese da importância de o homem raciocinar sobre si, a vida e seu papel na sociedade. O ato de refletir e transformar as emoções e experiências em sabedoria é um dos grandes dons que Deus deixou à sua criação. Por isso, não é razoável que grande parte do nosso sistema de ensino ainda seja baseado na transmissão vertical, de cima para baixo, de conteúdos previamente tabelados.

As escolas, temos defendido há tempos, precisam ser centros do saber. E este saber tem que ser construído por meio de uma didática que ajude a criança, desde a tenra idade, a juntar os fatos e informações para a transformação de um conhecimento maior que a ajudará a ser um cidadão consciente e preparado para lidar com as intempéries da vida.

A escola que ensina a pessoa a pensar, a transforma em um ser com capacidade de inovar, de tirar o melhor das circunstâncias e, acima de tudo, com maior equilíbrio emocional. Por isso, gostaria de convidar os leitores a pensarem em como estamos educando as novas gerações, tanto em casa como nas salas de aula.

Permitam-me, novamente, a destacar a importância de os pais estarem presentes e estreitamente em sintonia com as escolas. Temos que criar um ambiente propício para que esse saber seja edificado por meio de um processo sólido, sem ser rígido e muito menos relapso.

Ensinar a pensar é preparar as crianças e os jovens para a liberdade. A pessoa que vai além do óbvio e do material exemplarmente decorado, terá maiores chances de ser um sucesso em suas empreitadas pessoais e profissionais, como também tende a ser mais generosa também. E como nossa sociedade atual tem carecido de pessoas de bons gestos e fino trato! De política a esportes, tudo tem sido motivo para separações, discussões e brigas. E quem não reflete, não pensa, não consegue sair deste círculo de violência que é patrocinado pelas pessoas ou grupos que se beneficiam diretamente dele.

Se entendemos a liberdade como o direito de uma pessoa escolher livremente seu modo de agir em determinado momento, é evidente que um indivíduo que pense ou “saiba pensar” terá a inclinação de agir livremente.

Assim, terá mais capacidade do que outra pessoa que não faça reflexão alguma, ou que siga os padrões estabelecidos por seu sistema de crenças, herdado ou assimilado, por sua falta de conhecimento ou por motivos similares.

Portanto, que façamos uma cruzada por escolas que ensinem nossas crianças a pensar. Que elas sejam fruto de uma pedagogia voltada para o desenvolvimento cognitivo e libertário. Feliz aquele que pensa por si, e por isso é liberto das amarras dos costumes, principalmente dos maus costumes.

cartão bruno

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