Artigo do diretor: A escola e a leitura

A escola tem que ser um meio de mudança na vida dos alunos!

A ela não cabe ser apenas um lugar de transferência de conhecimento. Tem que ser um ambiente completo para educação para a vida. Creio que nossos meninos e meninas não devam ser apenas educados para serem grandes profissionais. Antes de tudo, precisam aprender a se autoconhecer, a entender o ambiente em que estão inseridos e serem cidadãos e pessoas melhores. E um dos instrumentos mais eficazes para se conseguir isso é o estímulo à leitura. E gostaria de aproveitar a passagem do Dia do Leitor, comemorado nesta última quinta-feira (6), para propor uma reflexão sobre o tema.

Devido a esta data, foi divulgada a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”. O trabalho foi elaborado pelo pelo Instituto Pró Livro e o Itaú Cultural e revelou que nosso país conta com 100,1 milhões de leitores, em um universo de mais de 200 milhões de habitantes, e esse grupo vem diminuindo com o passar do tempo. De acordo com a última edição da pesquisa, feita com dados de 2019, registrou-se uma diferença de 4,6 milhões de pessoas em relação a 2015.

Além do valor dos livros, que os tornam artigo de luxo para os mais pobres, e da correria do dia a dia, que acaba dificultando o hábito da leitura, ainda faltam recursos de acessibilidade. Tal lacuna também é percebida em um dos formatos mais queridos dos brasileiros: os gibis ou as histórias em quadrinhos. Juntos, eles representam uma parcela significativa de material de leitura com que o brasileiro tem contato todos os dias ou pelo menos uma vez por semana, conforme revela a pesquisa.

O brasileiro lê, em média, cinco livros por ano, sendo aproximadamente 2,4 livros lidos apenas em parte e, 2,5, inteiros. A Bíblia é apontada como o tipo de livro mais lido pelos entrevistados e também como o mais marcante.
A internet e as redes sociais são razões para a queda no percentual de leitores, sobretudo entre as camadas mais ricas e com ensino superior. As pessoas estão usando o seu tempo livre, não para a leitura de literatura, para a leitura pelo prazer, mas estão usando o tempo livre nas redes sociais.

O estudo mostra que 82% dos leitores gostariam de ter lido mais. Quase a metade (47%) diz que não o fez por falta de tempo. Entre os não leitores, 34% alegaram falta de tempo e 28% disseram que não leram porque não gostam. Esse percentual é 5% entre os leitores.

A internet e o Whats App ganharam espaço entre as atividades preferidas no tempo livre entre todos os entrevistados, leitores e não leitores. Em 2015, ao todo, 47% disseram usar a internet no tempo livre. Esse percentual aumentou para 66% em 2019. Já o uso do Whats App passou de 43% para 62%.

Este é uma questão que temos que levar para as reuniões pedagógicas, encontro com os pais e para os níveis governamentais. O Brasil precisa reverter a situação para que os jovens e os adultos leiam mais. E para isso, as escolas precisam adotar melhores estratégias de incentivo e o país deve facilitar o acesso aos livros. Eu acredito que não exista livro certo ou errado. Cada pessoa é um universo e ela tem que encontrar, na obra que escolher, aquilo que lhe agrada. De um gibi para as crianças aos romances para os jovens, tudo é válido. Os clássicos não devem ser apresentados como obrigatórios, mas como algo especial. Que os leitores sejam multiplicados!

cartão bruno

Envie sua mensagem

Olá, seja bem vindo.
Informe seu nome, telefone e o que deseja para iniciar.

Rematrícula 2021 - Fácil e Digital

Sempre prontos para atender você!

Escreva a sua mensagem. Responderemos o mais rápido possível.

Ligar
Rota