Artigo do diretor: A era da Educação 4.0

O avanço da tecnologia na última década mudou radicalmente o mundo. E a educação foi absorvendo aos poucos a internet em seu processo de gestão e nas salas de aula. Este era um processo inevitável, que foi acelerado pela pandemia. A introdução repentina das aulas virtuais levou as escolas e os estudantes a mudarem seus hábitos e a adquirirem novas ferramentas.

E neste cenário, nós, os profissionais da Educação, estamos sendo desafiados a aprender outras formas de se conectar com as novas possibilidades de ensinar e aprender que o mundo real exige.  Precisamos nos preparar para esta nova realidade, nos capacitando para novos objetos de aprendizagem, como fazer a sala de aula invertida, o que é aprendizagem ativa, como organizar um currículo por competências, modelos híbridos, a inserção de elementos digitais, a gamificação, a cultura maker e experimentar o autêntico protagonismo do aluno, além de tantos outros elementos que permeiam a Educação 4.0.

O termo Educação 4.0 é uma menção à quarta revolução industrial, a revolução da internet, da digitalização, da coleta e análise de dados. Essa revolução já começou com a utilização de sistemas para gestão escolar e o uso de tablets e outras tecnologias dentro da escola.

Como toda novidade, a Educação 4.0 precisa de um tempo para ser digerida. A barreira inicial imposta a essa revolução por conta das dificuldades de implantação da alta tecnologia e da formação do corpo docente será quebrada a partir da percepção das suas inúmeras vantagens.

Desde a otimização da gestão escolar até o preparo das aulas e a aplicação do conteúdo, são muitos os benefícios. Na gestão, com processos automatizados, ganha-se tempo e qualidade. O gestor terá todos os dados de que precisa ao alcance da mão, desde a matrícula, que já pode ser online.

Os professores podem preparar aulas práticas que captem a atenção dos estudantes, recebendo em troca uma maior participação. Os alunos, por sua vez, aprendem com atividades lúdicas e games eletrônicos, acessando as ferramentas com as quais já estão acostumados a lidar em casa.

Já a aprendizagem por competências é direcionada mais às habilidades práticas do que teóricas. Dessa forma, o conhecimento é diretamente aplicado e os seus resultados são facilmente mensuráveis. Acredita-se que com tudo isso o interesse da criança e, principalmente, do jovem pela escola, seja estimulado.

O principal desafio no Brasil é a precariedade da nossa infraestrutura. Segundo o Censo Escolar (2017), apenas 46,8% das escolas públicas de ensino fundamental dispõem de laboratório de informática; 65,6% têm acesso à internet e em apenas 53,5%, a internet é por banda larga.

Os professores e gestores educacionais, sem dúvida alguma, devem seguir a mudança da coletividade, que vai exigir estas habilidades nas faculdades e na vida profissional.

Muitas das profissões para as quais as pessoas estudam hoje se tornarão obsoletas em pouco tempo. Portanto, o futuro é hoje, é urgente. A escola deverá ser espaço para o aprendizado de habilidades digitais e das competências voltadas ao empreendedorismo.

Não é preciso acrescentar conhecimento, mas é necessário saber um pouco de tudo ou saber como continuar aprendendo. Evoluiremos juntos, uns com os outros.

cartão bruno

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