O mercado da educação pós covid-19

Diretor do Judá, Bruno Souza, escolhido para falar à Folha da Região sobre o tema e as estratégias para lidar com tudo isso

criança assistindo aula online

Mesmo em momentos de crise, o mercado de educação no Brasil esticou de forma significativa. Entre 2013 e 2017, na crise econômica vivida pelo país, o setor cresceu 37,5% no cenário nacional. De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o seguimento foi ainda o que mais avançou no país nesse período, com um aumento de 1,3 milhão de empresas ativas para quase 1,8 milhão.

 E na crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, empreendedores descobriram que o mercado de trabalho nunca esteve tão disputado quanto nos últimos meses. As empresas dispensaram funcionários, outras contrataram e essa dança das cadeiras fez com que a população brasileira precisasse se atualizar, encontrar habilidades e a busca por qualificação profissional foi a saída de muitos, seja para recolocação no mercado ou para potencializar a renda. “Assim que a pandemia começou fizemos diversas adaptações na rede para continuar atendendo nossos alunos com eficiência. E do contrário da maioria, que precisou se adaptar às mudanças das aulas presenciais e on-line, nós já vivíamos essa realidade.

Há três anos trabalhamos com tecnologia em nosso colégio, os alunos já estavam familiarizados com plataformas digitais, realidade aumentada, criamos um ambiente híbrido em que o nosso material dava suporte de complementação nos estudos” conta Bruno Souza, diretor geral do Colégio Judá em Araçatuba. O Colégio fundado em 2009 começou com 15 alunos, hoje com mais de 400 estudantes viu na pandemia aumentar a procura por matrículas para 2021.

Segundo o diretor geral da unidade de ensino o que ficou claro foram alunos antigos se empenhando e muitos novos ingressando. “Rapidamente vimos o engajamento de todos para se profissionalizar, para aprender. Em comparação ao mesmo período do ano passado tivemos aumento em 35% na demanda em nossa unidade e 90% dos alunos deste ano já foram rematriculados para o ano que vem”, explica Souza que em breve deve concluir um dos investimentos mais ousados da história da unidade de ensino, um novo prédio dentro do colégio.

diretor Bruno Souza

A área com mais de 4 mil m² contará com salas amplas, robótica, ginásio, quadra poliesportiva, um investimento estimado em 500 mil reais entre reforma predial e tecnologia. A PRIORIDADE DO BRASILEIRO Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por meio do levantamento domiciliar do Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips), em agosto de 2020, em mais de 210 cidades, o brasileiro tem como prioridade dois pilares: a Melhoria dos Serviços de Saúde (87,64% das respostas), seguida de Educação de Qualidade (72,97%). Em uma outra perspectiva traduzida em pesquisa, uma parceria entre o Sebrae, a Associação Brasileira de Franchising – ABF, e a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) apontou que o setor educacional demonstrou grande capacidade de se reinventar nessa pandemia.

O levantamento dos “Impactos da Covid-19” revelou que o setor conseguiu se adaptar a essa nova realidade numa velocidade que muitos imaginavam que não fosse possível. O uso da tecnologia tem sido feito de tal modo que, no caso dos estudantes infanto-juvenis, os pais demonstram confiança na metodologia de ensino online. Para o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Desenvolvimento Agroindustrial de Araçatuba, Marcelo Mazzei, houve na cidade um crescimento na abertura de número de empresas nesse período na pandemia. “Araçatuba tem uma característica muito importante para suportar essas crises que é a diversidade econômica. Os maiores arrecadadores de ISS do município praticamente reúnem todas as universidades e colégio, claro, que há uma mudança muito forte de paradigma ao que as escolas estão ofertando aos seus clientes, inclusive com expansão de novas ideias e produtos, boa parte deles voltados para área digital”, explica.

Araçatuba tem um saldo de duas mil empresas que foram abertas, a maioria são MEIs (Micro Empreendedores Individuais), pessoas que perderam o emprego e migraram para o setor formal, de uma maneira tímida, mas que sinaliza uma possibilidade de crescimento pós-pandemia. Mazzei observa que Araçatuba vem saindo da pandemia com pouco mais de rapidez do que outras regiões no estado de São Paulo. “Essa saída acontece porque Araçatuba possui diversidade na sua economia, 70% do PIB da nossa cidade é formada pela área de serviços e muitos setores se destacam e um deles, que mesmo nessa crise tocada pela pandemia, vem crescendo é o educacional. Temos universidades, diversas escolas formais e outras tantas de capacitação profissional.

Muitas pessoas perderam seus empregos e precisaram de capacitação, então, muitas escolas de capacitação surgiram nesse período o que fez que a nossa economia ganhasse destaque no município”, salienta.

Matéria publicada na edição de 14 de Dezembro de 2020, do jornal Folha da Região, nas versões impressa e digital.

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